Durante grande parte do século XX, Taboão da Serra abrigou uma das instituições industriais e científicas mais importantes da sua história: o Instituto Pinheiros, produtor nacional de vacinas e soroterápicos. A empresa desempenhou papel central no desenvolvimento econômico, social e político do município, marcando profundamente a identidade da cidade.
Da crise à liderança empresarial
O Instituto Pinheiros enfrentava sérias dificuldades financeiras quando, em 1941, o empresário Paulo Ayres foi convidado a integrar a direção como Diretor Comercial. A nomeação deu início a um processo de reestruturação que transformaria o instituto em referência nacional na área de produtos terapêuticos. A partir de 1947, Ayres tornou‑se Diretor Superintendente, e em 1958 assumiu o posto de Diretor‑Presidente, conduzindo a empresa a um período de grande expansão, geração de empregos e fortalecimento da economia local.
A administração de Ayres marcou profundamente a história da indústria. Sob sua liderança, o Instituto Pinheiros se consolidou como um dos maiores produtores de vacinas e soros do país, ampliando não apenas sua capacidade produtiva, mas também sua influência no desenvolvimento urbano e social de Taboão da Serra.
O Instituto Pinheiros enfrentava sérias dificuldades financeiras quando, em 1941, o empresário Paulo Ayres foi convidado a integrar a direção como Diretor Comercial. A nomeação deu início a um processo de reestruturação que transformaria o instituto em referência nacional na área de produtos terapêuticos. A partir de 1947, Ayres tornou‑se Diretor Superintendente, e em 1958 assumiu o posto de Diretor‑Presidente, conduzindo a empresa a um período de grande expansão, geração de empregos e fortalecimento da economia local.
A administração de Ayres marcou profundamente a história da indústria. Sob sua liderança, o Instituto Pinheiros se consolidou como um dos maiores produtores de vacinas e soros do país, ampliando não apenas sua capacidade produtiva, mas também sua influência no desenvolvimento urbano e social de Taboão da Serra.
Um pilar para a emancipação de Taboão da Serra
O Instituto Pinheiros não era apenas uma fábrica; era um núcleo de organização comunitária, reunindo trabalhadores que foram fundamentais no movimento pela emancipação política do município, conquistada em 1959. Registros educacionais e documentos históricos mostram que os funcionários tiveram participação ativa em mobilizações, encontros comunitários e estudos que contextualizavam a relevância da indústria para a autonomia da região.
Além disso, o Instituto exerceu papel pedagógico e científico. Estudos escolares posteriores, como os realizados pela rede municipal de ensino, compararam seu funcionamento com o do Instituto Butantan, destacando sua importância na produção farmacêutica e nos processos educativos sobre microbiologia, história e desenvolvimento urbano.
O Instituto Pinheiros não era apenas uma fábrica; era um núcleo de organização comunitária, reunindo trabalhadores que foram fundamentais no movimento pela emancipação política do município, conquistada em 1959. Registros educacionais e documentos históricos mostram que os funcionários tiveram participação ativa em mobilizações, encontros comunitários e estudos que contextualizavam a relevância da indústria para a autonomia da região.
Além disso, o Instituto exerceu papel pedagógico e científico. Estudos escolares posteriores, como os realizados pela rede municipal de ensino, compararam seu funcionamento com o do Instituto Butantan, destacando sua importância na produção farmacêutica e nos processos educativos sobre microbiologia, história e desenvolvimento urbano. O fim das atividades e o nascimento de novos bairros
No início da década de 1970, o Instituto Pinheiros foi vendido, marcando o fim de suas operações. Seus imensos terrenos industriais foram loteados e deram origem a dois dos bairros mais conhecidos de Taboão da Serra: Parque Pinheiros e Vila Iasi. O que antes era uma planta industrial tornou‑se região habitada, modificando para sempre a paisagem urbana do município.
A fábrica desapareceu fisicamente, mas deixou uma marca indelével no território e na memória coletiva. Muitas famílias que hoje habitam esses bairros têm ligação direta com ex‑funcionários da indústria, reforçando o papel do Instituto como estruturador da cidade.
No início da década de 1970, o Instituto Pinheiros foi vendido, marcando o fim de suas operações. Seus imensos terrenos industriais foram loteados e deram origem a dois dos bairros mais conhecidos de Taboão da Serra: Parque Pinheiros e Vila Iasi. O que antes era uma planta industrial tornou‑se região habitada, modificando para sempre a paisagem urbana do município.
A fábrica desapareceu fisicamente, mas deixou uma marca indelével no território e na memória coletiva. Muitas famílias que hoje habitam esses bairros têm ligação direta com ex‑funcionários da indústria, reforçando o papel do Instituto como estruturador da cidade.
Legado histórico e social
Embora já não exista, o Instituto Pinheiros permanece como símbolo de progresso, ciência e cidadania. Ele representou: - Desenvolvimento econômico, com geração de empregos e formação de mão de obra industrial;
- Avanço científico, como um dos maiores produtores de vacinas do país;
- Protagonismo social, com trabalhadores atuando na luta pela emancipação;
- Transformação urbana, dando origem a bairros inteiros;
- Memória cultural, preservada por pesquisas, relatos e acervos históricos.
A história de Taboão da Serra não pode ser contada sem o Instituto Pinheiros — uma indústria que foi, ao mesmo tempo, fábrica, escola, núcleo comunitário e base para a autonomia política do município. no local hoje existe o vale dos Pinheiros conjunto INOCOP
- Desenvolvimento econômico, com geração de empregos e formação de mão de obra industrial;
- Avanço científico, como um dos maiores produtores de vacinas do país;
- Protagonismo social, com trabalhadores atuando na luta pela emancipação;
- Transformação urbana, dando origem a bairros inteiros;
- Memória cultural, preservada por pesquisas, relatos e acervos históricos.
A história de Taboão da Serra não pode ser contada sem o Instituto Pinheiros — uma indústria que foi, ao mesmo tempo, fábrica, escola, núcleo comunitário e base para a autonomia política do município. no local hoje existe o vale dos Pinheiros conjunto INOCOP
Depoimento — História de vida de um ex‑funcionário do Instituto Pinheiros
ENTREVISTA | “O Instituto Pinheiros formou trabalhadores e construiu bairros inteiros”, diz ex‑funcionário
Por Canal PratiCidade
Artur dos Santos Franco, hoje com 88 anos, trabalhou por quase duas décadas no antigo Instituto Pinheiros — a indústria farmacêutica que produziu vacinas e soros e marcou a história de Taboão da Serra. A seguir, ele relembra memórias, personagens e transformações que viveu dentro e fora da fábrica.
PratiCidade — Como começou sua trajetória no Instituto Pinheiros?
Artur: Entrei muito jovem, em 1954. O Instituto já era importante na produção de vacinas e soros para o país. Era uma responsabilidade grande e um orgulho para nós. A cidade ainda era pequena, e trabalhar ali significava ter estabilidade e aprender um ofício.
PratiCidade — Como era a convivência com a liderança da fábrica?
Artur: O nome forte ali sempre foi o de Paulo Ayres. Ele era muito presente. Sabia o nome de muita gente, cobrava, organizava, modernizava as instalações. Foi ele quem tirou o Instituto da crise na década de 1940 e deu o impulso que fez a empresa crescer. Para nós, ele era um exemplo de gestor.
PratiCidade — O Instituto realmente teve ligação com a emancipação de Taboão da Serra?
Artur: Sim. Nós, trabalhadores, participamos da mobilização. A cidade precisava se emancipar e ter voz própria. Os funcionários se reuniam, discutiam, organizavam abaixo-assinados. Em 1959, veio a vitória. Era como se Taboão tivesse nascido para valer. E o Instituto teve papel fundamental nisso.
PratiCidade — Como o fim do Instituto afetou os moradores?
Artur: Quando veio a venda, no comecinho dos anos 1970, foi um impacto. Mas logo o terreno virou loteamento. Surgiram os bairros Parque Pinheiros e Vila Iasi, que hoje fazem parte da história viva da cidade. Para nós, era estranho ver a fábrica desaparecer, mas bonito ver novos bairros nascerem do mesmo chão onde trabalhamos.
PratiCidade — O que ficou dessa época?
Artur: Ficou o orgulho. Nós ajudamos a produzir vacinas para o Brasil inteiro e, ao mesmo tempo, ajudamos a construir Taboão da Serra. A cidade cresceu com o trabalho da gente — isso não se apaga.
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Fechamento da matéria
A história de Artur dos Santos Franco é, sobretudo, a história de um Brasil feito de homens simples, firmes e indispensáveis. É a narrativa de um trabalhador que não buscou destaque, mas que, com dedicação diária, ajudou a construir um capítulo essencial do nosso município. Sua trajetória digna, silenciosa e incansável ecoa na memória afetiva de Taboão da Serra e representa centenas de trabalhadores anônimos que mantiveram viva uma instituição que marcou gerações. Artur não deixou apenas um legado profissional — deixou valores. E é desses valores que nasce o professor Franco, seu filho, que hoje preserva a memória do pai com orgulho, gratidão e compromisso com a comunidade.
Uma homenagem do Canal PratiCidade a um homem cuja história merece ser registrada para ser lembrada sempre.... agora em maio 2026 papai vai para 89 anos de vida....
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