A morte da policial militar , encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia no Brás, em São Paulo, segue cercada de dúvidas e dor. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou para a categoria de morte suspeita, após a Polícia Civil identificar “dúvida razoável” sobre a dinâmica do disparo.
Gisele era casada com o tenente‑coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, que disse ter sido o primeiro a encontrá‑la caída no chão antes de acionar o socorro. A policial ainda apresentava pulso quando foi levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.
Família descreve relacionamento abusivo
Segundo depoimento da mãe, Gisele vivia um relacionamento marcado por controle, violência psicológica e proibições. Ela relata que a filha era impedida de usar batom, perfume e salto alto, além de ser cobrada de forma rígida por tarefas domésticas.
Ainda de acordo com a mãe, quando Gisele expressou o desejo de se separar, teria recebido uma foto do marido apontando uma arma para a própria cabeça, numa tentativa de coerção emocional. Dias antes da morte, a soldado teria telefonado chorando, dizendo “não suportar mais a pressão”.
Amigos confirmam sinais de alerta
Uma amiga próxima afirmou que conhecia o comportamento agressivo e controlador do tenente‑coronel. Segundo ela, o marido chegava a seguir Gisele durante o trabalho e observá‑la escondido no quartel. A amiga conta que chegou a alertá‑la: “Um dia a gente vai receber a notícia da sua morte.”
Versão apresentada pelo marido
Geraldo afirma que a crise no relacionamento teria começado após ele ser alvo de boatos dentro da corporação, o que, segundo sua versão, teria provocado discussões frequentes. Ele também disse que, na manhã do ocorrido, havia ido ao quarto da esposa para propor formalizar a separação e teria escutado um barulho enquanto tomava banho, encontrando Gisele caída ao sair do banheiro.
Investigação continua — e exige respostas
A Secretaria da Segurança Pública informa que o caso segue sob investigação como morte suspeita, com diligências em andamento. Até o momento, o tenente‑coronel não é considerado suspeito, mas a polícia analisa laudos e elementos que possam definir se houve suicídio, crime ou outra dinâmica.
Gisele foi sepultada em Suzano, em meio a forte comoção e pedidos por justiça. Amigos e familiares destacam que a policial estava feliz com conquistas recentes e planejava uma nova etapa na carreira, o que reforça ainda mais as dúvidas sobre o que aconteceu.
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