Por Adalberto Franco – Canal Praticidade
Em um dos episódios mais trágicos da atual guerra entre Israel e Hamas, cinco jornalistas foram mortos durante um ataque aéreo israelense ao Hospital Nasser, em Khan Yunis, sul da Faixa de Gaza, no dia 25 de agosto de 2025. O bombardeio, que também vitimou ao menos 20 civis, gerou comoção internacional e reacendeu o debate sobre a proteção de profissionais da imprensa em zonas de conflito.
Entre os mortos estão:
- 🎥 Mohammad Salama – cinegrafista da Al-Jazeera, conhecido por retratar o sofrimento de famílias palestinas.
- 📰 Hussam al-Masri – colaborador da Reuters, que cobria operações de resgate.
- ✍️ Mariam Dagga (ou Abu Daqa) – freelancer da Associated Press e Independent Arabic, com foco em crianças afetadas pela guerra.
- 📷 Moaz Abu Taha – jornalista freelancer da NBC, especializado em emergências humanitárias.
- 📡 Ahmad Abu Aziz – da Quds Feed Network, inicialmente socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos.
Da esquerda para a direita: Ahmad Abu Aziz (Middle East Eye), Moaz Abu Taha, Mohammed Salama (Al-Jazeera) e Mariam Abu Dagga (Associated Press). Profissionais morreram após ataque aéreo israelense (Reprodução/Twitter)
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu classificou o ataque como um “trágico acidente”. No entanto, organizações como o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) e Repórteres Sem Fronteiras exigem explicações e responsabilização. A ONU reiterou que hospitais e jornalistas não devem ser alvos militares.
Desde o início do conflito, em outubro de 2023, mais de 189 jornalistas foram mortos, número superior ao total de profissionais de imprensa mortos nas duas Guerras Mundiais combinadas.
“A morte de um jornalista é a morte de uma testemunha. E sem testemunhas, a verdade também morre.” – trecho de nota da Federação Internacional de Jornalistas.
A tragédia reacende o alerta sobre os riscos enfrentados por quem se dedica a informar o mundo, mesmo sob fogo cruzado. No Canal Praticidade, seguimos comprometidos com a memória, a verdade e a dignidade de quem dá voz aos que mais sofrem.