Canal PratiCidade informa: Passivo ambiental herdado explode e Atual Prefeito Engenheiro Daniel mobiliza força-tarefa para limpar o Ecoponto

 Gestão Engenheiro Daniel atua para reverter caos no 

Ecoponto deixado pela administração Aprígio

Ecoponto inaugurado por Aprígio vira foco de acúmulo de entulho, e gestão Engenheiro Daniel lança nova licitação de R$ 31 milhões para resolver o caos ambiental

A inauguração do 1º Ecoponto de Taboão da Serra, realizada pelo então ex prefeito Aprígio, foi apresentada como um avanço ambiental para o município. 

O equipamento fazia parte de uma política de sustentabilidade voltada ao descarte correto de resíduos e à redução de pontos clandestinos de lixo, enchentes e proliferação de vetores.

Segundo informações oficiais, a unidade foi projetada para receber restos de obra, móveis, eletrodomésticos e recicláveis, integrando uma agenda positiva de urbanização e cuidado ambiental.  (Fonte: oalvo.com.br)


Um projeto sustentável que se perdeu na prática

Apesar do discurso ambiental, o cenário se deteriorou rapidamente. Denúncias publicadas pelo blog Bar & Lanches Taboão revelaram que a área da usina municipal, utilizada como extensão do Ecoponto, transformou-se em uma enorme montanha de entulho visível da rua.

Fotografias registradas em julho de 2025 mostram acúmulo desordenado de resíduos, com materiais misturados e sem qualquer controle de triagem.
(Fonte: barelanche…blogspot.com)


Moradores expressaram indignação:

  • Jaci Alves descreveu o local como “a coisa mais horrível de ver”, chamando o acúmulo de “muralha de lixo”.
  • Aline Costa Garcia afirmou que “a montanha só cresce”, denunciando a falta de controle da Prefeitura sobre o descarte.

Esses relatos expõem o contraste entre o conceito de Ecoponto e o resultado visto pela população: desorganização, impactos visuais e risco sanitário.


Como o problema se agravou: falhas operacionais e licitações frustradas

A retirada do grande volume de resíduos dependia de uma licitação específica para coleta, transporte e destinação final. No entanto, o processo administrativo enfrentou sucessivas falhas:

  • O edital nº 43/2025, embora assinado em setembro, só foi publicado em outubro.
  • O certame sofreu várias remarcações sem conclusão.
  • Entre novembro e dezembro de 2025, foi revogado sob alegação de erro na plataforma eletrônica e necessidade de reformular o Termo de Referência para ampliar a concorrência.
    (Fonte: barelanche…blogspot.com)

A demora na contratação de uma empresa especializada levou ao crescimento contínuo do passivo ambiental no pátio da usina.


Nova licitação: R$ 31 milhões para limpar e regularizar o sistema

Diante do acúmulo e da deterioração da área, a atual gestão do prefeito Engenheiro Daniel publicou, em 21 de janeiro de 2026, o edital nº 01/2026, prevendo um investimento anual de R$ 31.143.000,00 para limpeza total e reestruturação do serviço.

O edital inclui:

  • Retirada de 50 toneladas de resíduos;
  • R$ 13.991.500,00 destinados a carga, transporte e descarga;
  • R$ 17.151.500,00 destinados à destinação final em aterro sanitário.

A abertura das propostas está prevista para 13 de fevereiro de 2026, com contrato de 12 meses.
(Fonte: barelanche…blogspot.com)


Onde a gestão anterior falhou — e o que precisa mudar

A análise do caso aponta três fragilidades centrais:

1. Falta de continuidade entre inauguração e operação

O Ecoponto foi inaugurado com bom discurso ambiental, mas sem garantir a logística contínua de coleta, triagem e destinação.
A interrupção da licitação travou toda a operação.

(Fontes: oalvo.com.br; otaboanense.com.br)

2. Depósito improvisado virou passivo ambiental

A centralização do entulho no pátio da usina, sem segregação ou planejamento técnico, trouxe risco sanitário e degradação urbana.

(Fonte: barelanche…blogspot.com)

3. Processo licitatório mal conduzido

A série de erros, atrasos e revogações comprometeu a política ambiental e impediu que o serviço fosse contratado a tempo.


O que esperar agora

Com o novo edital da gestão Engenheiro Daniel, a expectativa é recuperar o propósito original do Ecoponto e restabelecer a normalidade ambiental do município. Para isso, serão essenciais:

  • Fiscalização reforçada para evitar sobrecarga;
  • Educação ambiental para orientar o descarte correto;
  • Transparência sobre o fluxo e a destinação dos resíduos;
  • Revisão operacional contínua para garantir eficiência.

O Ecoponto inaugurado no governo anterior representava um passo importante rumo à sustentabilidade, mas a falta de estrutura  e planejamento transformou o equipamento em problema. Agora, cabe à atual administração corrigir os erros e devolver à população um serviço realmente eficiente.

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