Canal PratiCidade: “Caso Aprígio: suspeita de fogo amigo avança, mas investigações não apontam culpa do ex-prefeito”

 Falso atentado contra Aprígio: investigações levantam hipótese de “fogo amigo”, mas ex-prefeito segue sem qualquer indiciamento

Mesmo após duas fases investigativas, a Polícia Civil concluiu que não foi possível identificar os mandantes do falso atentado contra o ex‑prefeito de Taboão da Serra, José Aprígio, ocorrido em 18 de outubro de 2024. O segundo inquérito, encerrado em 21 de janeiro de 2026, afirma que todos os meios investigativos foram esgotados, sem descobrir quem arquitetou o plano. 

Paralelamente, o primeiro inquérito, finalizado em fevereiro de 2025, já havia apontado que o ataque — que deixou Aprígio ferido no ombro após disparos de fuzil que perfuraram a blindagem — teria sido forjado com fins eleitorais. Segundo depoimentos e delação premiada, a ação teria sido articulada por pessoas ligadas ao próprio grupo político do ex‑prefeito.

Essa linha investigativa abriu espaço para a interpretação de que o episódio pode ter sido um caso clássico de “fogo amigo” — expressão usada na política quando o ataque parte não de adversários externos, mas de figuras internas ao mesmo campo, motivadas por disputas de poder, estratégias eleitorais ou tentativas de manipular cenários.
Embora essa hipótese seja compatível com o que a investigação levantou, é importante notar que a Polícia Civil não identificou autores intelectuais, nem apontou formalmente quem teria ordenado o ataque.

Aprígio nega participação e reforça condição de vítima

Ao longo das audiências, Aprígio negou de forma veemente qualquer envolvimento no episódio. Em depoimento gravado à Justiça, chorou, relatou sequelas do ferimento e afirmou desconhecer completamente quem poderia ter ordenado os disparos. Sua defesa sustenta que o fato de o ex‑prefeito não ter sido indiciado reforça sua inocência e confirma que ele foi mais uma vítima de um plano que se voltou contra si próprio. 

Executores identificados, mandantes não

Cinco homens foram apontados como intermediários e executores do suposto atentado — dois presos e três foragidos. Eles respondem por tentativa de homicídio, adulteração de veículo, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a delação premiada, o grupo teria recebido promessa de até R$ 500 mil pela ação, pensada para ter forte impacto eleitoral.

Ainda assim, mesmo com executores identificados e detalhamento operacional do ataque, nenhuma investigação conseguiu chegar aos mandantes, que permanecem desconhecidos.

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