Lula reage a cenário internacional, defende o Pix e promete proteger o bolso do povo

 Presidente garante que guerra no Oriente Médio não afetará preços no Brasil, anuncia anulação de leilão de gás e cobra Congresso sobre segurança pública


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez, nesta quinta‑feira (2), uma série de declarações de forte impacto político e econômico durante agenda oficial e entrevistas concedidas na Bahia. Em meio ao agravamento da guerra envolvendo o Irã e às repercussões no mercado internacional, Lula afirmou que o governo brasileiro não permitirá que a crise externa recaia sobre o bolso da população, especialmente dos mais pobres.

Segundo o presidente, o Brasil está adotando todas as medidas possíveis para impedir a alta dos combustíveis e do gás de cozinha. Lula destacou que o aumento do petróleo no cenário internacional não pode penalizar caminhoneiros, donas de casa e trabalhadores que já enfrentam dificuldades no custo de vida.

Guerra no Irã e combustíveis

Lula classificou o conflito no Oriente Médio como “irresponsável” e foi enfático ao afirmar que o povo brasileiro não pagará o preço da guerra. O presidente garantiu que o governo está monitorando o impacto da crise e que não haverá reajustes injustificados no diesel, na gasolina ou no gás de cozinha.

“O povo pobre, em hipótese alguma, vai pagar essa conta”, afirmou o presidente, ao destacar que o governo já adotou medidas fiscais e de fiscalização para coibir aumentos abusivos por parte de distribuidoras.

Gás de cozinha: leilão será anulado

Um dos anúncios mais contundentes do dia foi a decisão de anular o leilão de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) realizado pela Petrobras, que chegou a registrar ágio de até 100%. Lula afirmou que o processo ocorreu contra a orientação do governo e da direção da estatal.

O presidente criticou duramente a diferença entre o preço de venda da Petrobras e o valor cobrado ao consumidor final, apontando indícios de distorções e abusos na cadeia de distribuição. Ele reforçou que o gás de cozinha é item essencial e não pode ser tratado como mercadoria de especulação.

Pix: “é do Brasil e ninguém mexe”

Durante as declarações, Lula também reagiu a críticas vindas dos Estados Unidos em relação ao sistema de pagamentos instantâneos Pix. O presidente afirmou que o Pix é um patrimônio do povo brasileiro e símbolo de soberania nacional.

“O Pix é do Brasil e ninguém vai mexer no que está dando certo”, disse. Segundo ele, o governo pode discutir aperfeiçoamentos técnicos, mas não aceitará interferências externas sobre o sistema, que revolucionou a forma de pagamento no país e facilitou a vida de milhões de brasileiros.

Segurança pública e pressão sobre o Congresso

Outro tema abordado por Lula foi a segurança pública. O presidente voltou a cobrar do Congresso Nacional a aprovação da PEC da Segurança, que amplia o papel da União no combate ao crime organizado. Lula afirmou que o país vive uma verdadeira guerra contra facções e organizações criminosas, exigindo maior coordenação entre governos federal, estaduais e municipais.

Ele também defendeu mudanças estruturais para permitir atuação mais firme da Polícia Federal e de forças nacionais em ações interestaduais.

Tensão política com o Senado

Em meio às articulações políticas em Brasília, uma fala do presidente gerou repercussão negativa no Congresso. Lula afirmou que alguns senadores “pensam que são Deus”, comentário que aumentou a tensão institucional, especialmente no momento em que o Senado analisa a indicação do advogado‑geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos bastidores, a declaração foi interpretada como um ruído desnecessário nas relações entre o Executivo e o Legislativo, podendo dificultar negociações em votações estratégicas.

Agenda na Bahia

As declarações do presidente ocorreram durante entrevista à imprensa e em compromissos oficiais na Bahia, incluindo o acompanhamento de obras de mobilidade urbana. Lula ressaltou que investimentos em infraestrutura e políticas sociais continuam sendo prioridade do governo, mesmo diante das instabilidades internacionais.


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