TABOÃO DA SERRA: Prefeito e vereadores defendem diálogo e responsabilidade fiscal em debate sobre estatuto da GCM

Após pressão da GCM e apoio do Legislativo, Prefeitura de Taboão da Serra anuncia discussão sobre novo estatuto

Reunião com o prefeito Engenheiro Daniel trata da reformulação do estatuto da Guarda Civil Municipal e da criação de um novo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos

A reformulação do estatuto da Guarda Civil Municipal (GCM) de Taboão da Serra voltou ao centro do debate político após a mobilização da categoria e a busca por apoio no Legislativo. A administração municipal confirmou que o tema está sendo tratado por meio da Secretaria de Segurança Pública, após reunião realizada no final da tarde da última terça-feira (31) entre o prefeito Engenheiro Daniel e agentes da corporação.

O encontro teve como pauta central a reformulação do estatuto da GCM, com destaque para a elaboração de um novo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), que deverá promover mudanças na estrutura organizacional e na política salarial dos guardas municipais.

Além do prefeito, participaram da reunião os secretários Luís Peniche (Segurança Pública), Paulo Silas (Governo) e Adelço Bührer Jr. (Administração e Gestão). Durante o diálogo, os agentes apresentaram reivindicações relacionadas à valorização profissional, às condições de trabalho e às perspectivas de crescimento na carreira.

Segundo o prefeito Engenheiro Daniel, o diálogo com o funcionalismo é um princípio permanente da atual gestão. Ele afirmou que as negociações estão sendo conduzidas com responsabilidade, levando em consideração os limites orçamentários do município, sem abrir mão da valorização dos servidores públicos.

Na foto  a  postura corporal do agente reflete autoridade, controle e vigilância. Em ações preventivas, a presença da Guarda Civil Municipal cumpre papel fundamental na garantia da segurança pública.  Muito além do uniforme: postura, disciplina e preparo. A Guarda Civil Municipal atua de forma preventiva, transmitindo segurança e ordem ao ambiente.

A Prefeitura informou ainda que estudos técnicos vêm sendo realizados desde o início do mandato com o objetivo de revisar a legislação vigente e viabilizar melhorias estruturais e salariais para os servidores, incluindo os integrantes da Guarda Civil Municipal. De acordo com o governo, a construção do novo estatuto da corporação está entre as prioridades e segue em andamento.


🔎 Análise PratiCidade

Tensão controlada, Câmara como palco e vereadores cobram prazos

Embora o governo municipal negue oficialmente a existência de greve, nos bastidores o clima entre os guardas municipais é de cautela e cobrança. A movimentação da GCM ganhou visibilidade nos últimos dias, especialmente com a presença de agentes na Câmara Municipal, onde buscaram apoio político e deram sinais claros de insatisfação com a demora histórica na revisão do estatuto da corporação.

Em conversa extraoficial com o Canal PratiCidade, guardas municipais que acompanharam sessões recentes no Legislativo, sob condição de anonimato, relataram que o sentimento predominante é de desconfiança quanto ao cumprimento efetivo das promessas.

“A gente não quer confronto nem parar a cidade. O que queremos é compromisso com prazo. Plano de carreira não pode ficar só no discurso”, afirmou um GCM ouvido pela reportagem.

Outro agente reforçou que o movimento não tem caráter partidário, mas é resultado do acúmulo de frustrações ao longo de diferentes gestões:

“Todo governo fala em estatuto novo. O guarda continua trabalhando do mesmo jeito, com risco diário e salário defasado. Se não pressionar, não sai do papel.”


📢 Reação na Câmara Municipal

A presença dos guardas municipais no Legislativo gerou repercussão entre os vereadores. Parlamentares da base do governo reconheceram a legitimidade das reivindicações e defenderam a continuidade do diálogo, ressaltando a importância estratégica da GCM para a segurança urbana e para o cotidiano da cidade.

Nos bastidores, vereadores aliados avaliam que a construção do novo estatuto pode se tornar um marco da atual gestão, desde que venha acompanhada de prazos definidos, cronograma público e participação efetiva da categoria

Já vereadores independentes e de oposição demonstraram preocupação com o histórico de promessas não cumpridas em gestões anteriores. Para eles, a simples abertura de diálogo não é suficiente. A avaliação é de que o Executivo precisará apresentar dados concretos — como impacto financeiro, fases de implementação e garantias legais —, sob risco de o debate esfriar após o momento de maior visibilidade.

Nos corredores da Câmara, a leitura predominante é de que a GCM conseguiu “colocar o tema definitivamente na agenda política”. A partir de agora, avaliam interlocutores, qualquer recuo do Executivo pode gerar desgaste institucional.


👁️ Bastidores do Executivo

Internamente, a reunião com o prefeito é vista como uma medida para conter a tensão e evitar que o movimento ganhe contornos de crise na segurança pública. Ainda assim, interlocutores admitem que o maior desafio será transformar o discurso institucional em ações concretas, diante da vigilância dos guardas e do acompanhamento mais rigoroso do Legislativo.

📌 O Canal PratiCidade seguirá acompanhando os desdobramentos, incluindo novos posicionamentos de vereadores, possíveis audiências públicas, a apresentação de minutas do novo estatuto e a reação da base da Guarda Civil Municipal aos próximos passos do governo.


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