“Não se Cale Vai à Escola”, iniciativa que leva para as unidades da rede estadual de ensino medidas preventivas, orientação e acolhimento para casos de violência de gênero. O projeto reúne esforços das Secretarias de Políticas para a Mulher, Educação e Segurança Pública.
A proposta adapta para o ambiente escolar os princípios do Protocolo Não se Cale, já conhecido por sua aplicação em bares, restaurantes, casas noturnas e grandes eventos. Agora, a estratégia passa a contar também com a participação ativa das escolas na identificação precoce de situações de violência e no encaminhamento das vítimas para a rede de proteção.
Segundo o Governo de São Paulo, o programa terá duração prevista de 24 meses e será desenvolvido em todo o estado, envolvendo gestores, professores, equipes pedagógicas, servidores e estudantes. Entre as ações previstas estão cursos de formação para profissionais da educação, palestras com delegadas das Delegacias de Defesa da Mulher e atividades educativas voltadas principalmente aos alunos do Ensino Médio.
Educação como ferramenta de prevenção
A iniciativa parte do entendimento de que a escola é um dos espaços mais importantes para orientar, informar e acolher estudantes que possam estar vivenciando situações de violência dentro ou fora de casa. O programa pretende preparar os profissionais da educação para reconhecer sinais de abuso, realizar escuta qualificada e encaminhar os casos aos órgãos competentes.
Os encontros promovidos nas escolas abordam temas como:
- Lei Maria da Penha;
- Direitos das mulheres;
- Violência física, psicológica, moral e patrimonial;
- Relacionamentos abusivos;
- Feminicídio;
- Rede de apoio e acolhimento;
- Canais de denúncia, como os telefones 180 e 190.
CONVIVA-SP ganha reforço
Outra novidade do programa é o aprimoramento da plataforma CONVIVA-SP, utilizada pela rede estadual para o acompanhamento da convivência escolar. O sistema passará a contar com filtros específicos para registro e monitoramento de ocorrências relacionadas à violência contra mulheres e meninas, fortalecendo o acompanhamento dos casos e a articulação com os órgãos de proteção.
Uma cultura de respeito
Especialistas destacam que a informação é uma das principais ferramentas para romper ciclos de violência. Ao levar o tema para a escola, o programa busca conscientizar os jovens sobre a importância do respeito, da igualdade e da não violência, formando cidadãos mais preparados para identificar abusos e ajudar quem precisa.
A expectativa é que o “Não se Cale Vai à Escola” contribua para ampliar a rede de proteção às mulheres e meninas em todo o estado, fortalecendo a parceria entre educação, segurança pública e assistência social.
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